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Adeus Avózinha

7h20m da manhã.
O telefone toca. Do outro lado do aparelho informaram-me que a Avozinha tinha-nos deixado. Mas apenas deixou-nos fisicamente, pois nunca deixará de estar presente nas nossas memórias.
A Avozinha estava doente, muito doente, havia muitos anos. Estava acamada, dependente de terceiros (netos, filho e nora) que conviveram e sofreram com aquela situação durante todos estes anos. Sem eles, ela já teria partido há muito. Pois os cuidados que a família tem para com uma pessoa doente não se comparam com os de uma qualquer enfermeira num qualquer hospital (não querendo generalizar, mas é o geral).
Acabou-se o sofrimento. Acabou-se a dependência. Acabou-se a angústia. Acabou-se a espera.

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